quinta-feira, 21 de maio de 2009

Um adeus a Benedetti


Avellaneda deve estar triste. Jaime, Esteban e Blanca também. Martín então nem se fala, pois agora está sem suas mãos conduzentes, não podendo nem ao menos escrever seu dilacerante diário. Mas enfim, um dia nos chega a trégua por tantas batalhas diárias, que muitas vezes não são através de atos políticos, luta por ideais ou simplesmente a necessária cruzada diária pela sobrevivência econômica. São, porém, os esforços eloquentes de nos livrarmos da monotonia ou da mediocridade que tanto nos arrasta para um campo anestésico, onde nos guiamos por atos de repetição e tantas limitações que nos fazem esquecer do que há em volta, do real ou do imaginário, e principalmente onde a visão não alcança. Foi sim nesta batalha que agora perdemos um soldado gigante, que depois de 88 anos teve sua trégua. Adeus Mario!

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