
Cabelo black power, calça boca de sino, um talento precoce destacado entre cinco irmãos que naturalmente se tornam seus coadjuvantes, uma voz que herda toda intensidade da música negra norte-americana, do gospel ao rhythm & blues. Anos depois, grandes discos solo pela célebre gravadora Motown como Ben (1972), passando pelo primeiro disco da fase mais adulta Off the Wall (1979), até chegar ao ápice com Thriller (1982), sua coroação. Um artista completo que aliava ao canto e à composição, uma dança de movimentos espetaculares, precisos, onde todo o corpo tinha uma função rítmica. Sua música já era uma nova síntese de estilos, que incorporava soul music, R&B, disco e funk. Mas foi a partir de Bad (1987) que toda esta síntese fundiu-se sob a égide do pop, justamente este o fator que aglutinou toda sua carreira artística para o início do desvirtuamento musical, com algumas exceções ao longo dos anos seguintes. Porém, nenhuma perda de virtudes comparada com sua decadência como ser humano, que ultrapassou todos os limites do possível, criando uma vida reclusa e ilusória num mundo de particularidades excêntricas. Seja qual for a causa física de sua morte, Michael Jackson já estava sepultado em seu universo próprio.
No entanto, as tragédias pessoais não poderão prevalecer sobre o que representou artisticamente a vida deste gênio da música, que revolucionou os padrões, influenciou diversos outros artistas e fez com que não sentíssemos sua música só através dos ouvidos, mas também pelos olhos. Foi ele o primeiro artista em que havia a real necessidade de também vê-lo além de ouví-lo. É, portanto, por estes motivos e muitos outros que seu trono será sempre cativo. Michael se vai mas sua música segue.
No entanto, as tragédias pessoais não poderão prevalecer sobre o que representou artisticamente a vida deste gênio da música, que revolucionou os padrões, influenciou diversos outros artistas e fez com que não sentíssemos sua música só através dos ouvidos, mas também pelos olhos. Foi ele o primeiro artista em que havia a real necessidade de também vê-lo além de ouví-lo. É, portanto, por estes motivos e muitos outros que seu trono será sempre cativo. Michael se vai mas sua música segue.
Sem dúvida ele foi demais,um artista com a alma da arte,tinha um carisma impresionante com seu público, e quem nunca parou em frente à tv para vê-lo e/ou tentar imitar seus passos incríveis! Eu Já. Ele fez valer sua existência mesmo que curta.
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