quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A Dama do Caribe em novo disco

Cuba é a menor porção de terra que produz a maior quantidade de verdadeiros artistas, como é o caso de Omara Portuondo, que continua em plena forma vocal aos 78 anos de idade e 60 anos de carreira, atravessando todas as variantes históricas da conturbada ilha dos irmãos Castro. Seu último disco, Gracias, é maravilhosamente arranjado, ao mesmo tempo sutil, leve e profundo. Neste trabalho não é tão acentuada a presença do característico son cubano e dos boleros que marcam fortemente seus discos anteriores.
Assim mesmo, Omara mostra-se igualmente sentimental ao interpretar este repertório mais baseado na canción ou trova, como se vê nas antológicas Ámame Como Soy e Rabo de Nube, respectivamente de autoria dos dois maiores compositores da canção da trova cubana, Pablo Milanés e Sílvio Rodríguez.
Depois do belo disco que lançou em dueto com Maria Bethânia, a cubana continuou próxima da música brasileira, ao gravar O Que Será, com participação de Chico Buarque.
Outros destaques ficam por conta de Cachita, gravada à capela com sua neta de 9 anos; Gracias, faixa título composta pelo uruguaio Jorge Drexler e o clássico lúdico Drume Negrita, do cubano Ernesto Grenet. E aos que não podem ouvi-la sem que entoe um bolero, está presente Lo Que Me Queda Por Vivir, de Alberto Vera Morua.
Chegar aos 78 anos com esta grande sensibilidade e coesão artística não é para muitos. Omara é destas que prova que estes valores são atemporais, e que sua voz e estas canções são como pares eternos.

Um comentário:

  1. Você sabe o que Cuba representa pra mim né?
    Nossa!!! Omara está em Buena Vista não é?
    Preciso muito apreder a baixar música.
    Melhor, vc podia baixar e tentar me mandar por e-mail ou um cdzinho pelo correio né?...rss
    BJus

    ResponderExcluir